terça-feira, 21 de outubro de 2008

É... a cada dia que passa me surpreendo mais com a displicência do ser humano para com o seu próximo... Mas isso não me impede de continuar a acreditar nas pessoas, na palavra... Ainda acredito que existe um pouco de sinceridade no mundo...
A ausência total de preocupação com as conseqüências que nossos atos podem causar nas outras pessoas e na vida delas é algo extremamente recorrente hoje... O individualismo exacerbado, em sua pior expressão, é regra. O egocentrismo impera.
Não tenho medo de continuar acreditando que um sorriso não esconda nenhuma outra intenção... Que se apaixonar enlouquecidamente e verdadeiramente ainda é possível...
Ainda acredito na boa intenção das pessoas, por mais que a vida me dê tombos...
Prefiro acreditar, entregar-me a alegria de poucos dias, do que viver a vida na desconfiança...
Prefiro sofrer com o descaso, com a dissimulação, do que viver na desconfiança, rodeada do medo de me entregar a uma nova emoção ou nova aventura...
Às palavras ditas despropositadamente, aos falsos sentimentos, imbuídos de segundas intenções, eu respondo que me serviram de alguma coisa... Serviram pra me confirmar que as minhas palavras não são despropositadas, que meus sentimentos são sempre os mais sinceros e que a minhas intenções não escondem outras...
Estar vivo é deixar-se levar pelos sentimentos... Bons ou ruins, eles servem pra nos confirmar que estamos vivos...
Não importa o quanto uma pessoa o tenha magoado, ela sempre lhe trouxe algo de bom, o que pode ser, no mínimo, uma nova experiência.
Sou sim ainda uma menina que acredita na gentileza pela gentileza, na pureza de um olhar, na sinceridade de um abraço, no brilho de um sorriso, no calor sincero de um beijo e na palavra dita ao pé do ouvido.

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